E NOS DIAS DIFÍCEIS?

E NOS DIAS DIFÍCEIS?

4ff9d0_82191a339b7b4e73a337655505393651-mv2_d_4592_3056_s_4_2.jpgUm dia igual a outro, uma semana igual a outra, tudo detalhadamente organizado e agendado, diria que quase previsto, porque o querer controlar a vida, tem destas coisas, quase prevemos o que acontece… mas não, não é bem assim. Nós é que ilusoriamente pensamos que é possível, mas não é, porque numa vida de infinitas possibilidades, tudo pode acontecer e há alturas em que nos é tirado o tapete já tão habitualmente conhecido e confortável e a ordem vira caos, como se a vida dissesse: está na hora de te por à prova, vamos ver do que és capaz. Quando já sabes tantas teorias, tantos livros já lidos e estudados, frases tão pontualmente escolhidas e repetidas vindas dos conhecimentos adquiridos e agora é o momento de que isso se torne sabedoria, através da experiência vivida!

A quem nunca aconteceu isto? A quem nunca aconteceu prever e planear tudo tão ao pormenor e de repente… ahhhhhh, o que foi isto? Algo acontece, tudo se desorganiza, tudo de cabeça para baixo, e agora? Um empurrão para o desconhecido, para algo não previsto, não planeado que nos altera a rotina em 180º… e os dias tornam-se difíceis, porque não sabemos como encaixar a nova realidade numa vida já tão bem ordenada, não sabemos encaixar as emoções à flor da pele que esse tumulto causou. E agora? E agora?

Foi este o convite que recebi da vida nas últimas duas semanas… não estava planeado, não estava previsto, não era o idealizado, mas fazer o quê? Não foi pedido, mas foi servido. Agora há algo de novo a experimentar, que talvez venha por à prova a força, a coragem, a capacidade de resiliência, de aceitação. Onde nesse processo sentimos um paradoxo de sentimentos e emoções e sentimentos: desde a raiva, à tristeza, ao medo, até à compaixão, à esperança e ao mais profundo amor… Quando essa mistura existe dentro, apenas sentimos e “olhamos” para nós mesmos enquanto experimentamos essas sensações: a raiva que há em mim, o medo que há mim, a tristeza que me invade, a esperança que vem não sei de onde, como a compaixão é tão profunda, como o amor que sinto pode ser tão gigante… e é sentir, apenas sentir e perceber que tudo existe em nós, o bom e o mau, tal como na vida, situações boas e más e que não importa o que sentimos, apenas o que fazemos com aquilo que sentimos e o quanto isso nos transforma e nos amadurece! Há um ditado que diz que quando algo acontece, é porque tens capacidade para enfrentar… eu acredito que sim, apesar de no momento em que sucede, tenhamos a ideia do contrário.

Mas na realidade, temos a oportunidade de aprender o verdadeiro sentido do que significa “flexibilidade”, de que nada é estanque, nada é controlado como gostaríamos e que ser flexível é uma qualidade que nos auxilia numa nova condição e nos faz evoluir. Aprendemos também que somos mais fortes do que aquilo que imaginávamos, pois percebemos que conseguimos enfrentar e ultrapassar aquilo que inicialmente nos assustava; que a aceitação, se numa fase inicial é incapaz de existir, mais tarde é a única resposta para o que não tinha sentido. E o combustível para que tudo isto fosse possível? O Amor!

Sempre este maravilhoso sentimento, acompanhado da esperança que te diz que tudo vai dar certo, que nem sempre as coisas acontecem como mais gostaríamos mas que são sempre para um objetivo maior, porque a vida, sim, essa sempre tudo sabe e que por isso talvez seja melhor trocar o controlar, pelo confiar!

(dedicado à minha maravilhosa avó que amo infinitamente… tudo vai ficar bem!)

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