O SAPATO DA CINDERELA

O SAPATO DA CINDERELA

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Há vários contos de fadas que chamam a nossa atenção para os sapatos, para a cor, o aspeto. Um dos contos que imediatamente nos lembramos ao falar de sapatos é o da Cinderela! Os sapatos nos contos de fadas representam a essência e a personalidade de quem os usa… não é a toa que os dela eram de cristal, que demonstram verdadeiro valor da sua personalidade.

Mas há algo bem interessante em torno deste sapato, é que ele é experimentado por todas as donzelas do reino com o objetivo de descobrir a sua verdadeira dona. Nessa busca, percebemos os sacrifícios que as várias jovens fazem para conseguirem calçar o sapato, sabendo de antemão que não lhes pertencia, mas para poderem supostamente casar com o príncipe, talvez valesse a pena a tentativa, nem que isso implicasse magoarem-se, mutilarem-se. É isso mesmo que acontece no conto original, em que as próprias irmãs da Cinderela cortam os dedos e o calcanhar com o objetivo de conseguirem calçar o sapato.

É tão interessante o significado desta atitude que nos mostra que não podemos viver a vida do outro, nem de acordo com a personalidade do outro sem que isso nos magoe ou mutile e nos traga verdadeira infelicidade. Não estamos todos confinados a viver a mesma vida, mas tantas vezes acreditamos que a personalidade que o outro tem, ou as suas características físicas, ou a sua vida é melhor do que a nossa e procuramos de alguma forma adotar esses aspetos do outro e da sua vida em detrimento da nossa, anulando as nossas vontades, verdades e sonhos. Às vezes nem chegamos a conhece-los porque estamos preocupados com os sonhos alheios!

Cada um tem as suas características próprias e a sua própria missão, procurar viver a vida do outro faz com que deixemos de viver aquilo que está reservado para nós, que tem verdadeiramente a ver connosco, aquilo que nós somos! Por isso é que cada um de nós tem os seus “próprios sapatos”, que só podem ser calçados por nós, tal como aconteceu com a Cinderela. Por isso é que o sapatinho perdido lhe serviu a ela e apenas a ela, porque lhe pertencia, porque refletia quem ela era e a sua própria personalidade!

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