AMOR EM TUPPERWARE

AMOR EM TUPPERWARE

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Ouvi a música cantada pelo Diogo Piçarra (RFM) alusiva ao dia da mãe e pensei… não é que é verdade?! Tantos tupperwares que ficam por devolver à mãe… eu só dela e da minha avó tenho uma verdadeira coleção. Tudo começou quando fui morar sozinha, começaram a chegar os primeiros tupperwares repletos de amor em comida! Sopinha, aquele arroz especial, aquela massa, aqueles rissóis, aquele bolo de bolacha… tanta coisa boa especialmente para mim, feita com tanto amor. O estranho depois é essa resistência em devolver as caixinhas de plástico em que é trazida essa comida especial. É que às tantas já está o nosso armário dos tupperwares a abarrotar e desconfio eu que o delas está a diminuir… ou não! Ou elas tinham um armazém escondido deles e aquilo funciona tipo coelhos que saem da cartola, ou estão sempre a comprar novos, facto é que enquanto não devolves os anteriores que tens em tua casa, continuam a vir contigo mais tupperwares recheados de comida boa!

Mas afinal, porque não os devolvemos? Estou várias vezes com a minha mãe e com a minha avó e esqueço-me sempre de levar os tupperwares para entregar. Confesso que também raramente os utilizo, afinal eu tenho os meus. Ficam lá, a ocupar espaço… mas algo me diz que é porque trouxeram esse amor lá dentro e porque, de alguma forma, depois de já termos saído de casa e construirmos a nossa própria vida, os tupperwares nos mantêm ligados a esse amor de mãe e avó. É aquela surpresa de ires ao armário e “ah, tenho aqui os tupperwares da minha mãe! Tenho de lhos entregar…” pensas tu, mas consciente de que não o farás tão cedo. E voltas a fechar a porta do armário como se estivesses a fechar a arca do tesouro!

Talvez sejam mesmo um tesouro especial, essas simples caixinhas de plástico que são preenchidas de amor pelas mães e avós e é por essa nutrição que as mantemos lá naquele armário especial na cozinha… quem sabe até ao dia em que nós mesmas os passemos para as nossas filhas com o mesmo amor. Aí os tupperware serão o legado do amor das mães, obviamente não pelo tupperware, mas pelo que este leva dentro: amor que nutre!

Feliz dia da Mãe (sim mãe, sim avó, estão aqui os tupperware… eu esqueço-me, mas um dia entrego. Já agora, amo-vos muito, obrigada por tanto amor, inclusive o que vem nas tais caixinhas de plástico e que me acalentam a alma).

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