DIA DO PAI

DIA DO PAI

xxx.jpgHoje é dia do pai e a palavra de que me lembro é ‘agradecer’! Agradecer ao pai que me gerou, e ao pai/avô que me criou. Esta combinação fez de mim a mulher que sou hoje, porque sei que atrás de mim, estão estes homens que me dizem, ”vai, segue o teu caminho”.

Todos nós temos um ideal de pai enquanto filhos. Temos uma opinião de como um pai deveria ser e quando esses ideais não correspondem à realidade, vem a triste desilusão, “porque o pai não fez como deveria ter feito. Porque o pai não esteve lá desta ou daquela maneira. Porque o pai errou comigo”…. Porque na nossa visão de filhos, não está o pai humano, mas o super herói e é suposto que o super herói faça tudo da maneira certa (na nossa ideia). Esquecemos que antes de nascer o pai, estava lá um homem, um ser humano, que também erra… Talvez ninguém lhe tenha ensinado a ser pai.

Talvez muitos de nós não tenham tido esse super pai idealizado que chumbou nos critérios dos filhos. Mas, sabem, eu acredito que é a nossa alma que escolhe o pai ideal para nós. Aquele com quem viemos aprender alguma lição de vida (mesmo que à primeira, não compreendamos essa lição e esta não seja a mais agradável). Bert Hellinger refere algo muito interessante: “Os pais tornam-se pais pelo facto de nos conceberem, basta isso para se tornarem pais” (refere isto relativamente ao pai e à mãe). Sei que esta afirmação pode parecer algo estranha quando acreditamos que só o facto de conceber não dá trabalho nenhum e que quem cria é que tem esse real privilégio, sim, porque eu acredito mesmo que é um real privilégio criar, ensinar, dar amor. Seja como for, o que esta afirmação significa é que quando nasce um filho, nascem também os pais e que mesmo não sendo como esperaríamos, a eles agradecemos a vida. E da mesma forma agradecemos a quem cria.

Este agradecimento é importante para que cada um de nós se fortaleça e consiga avançar na vida. Reparemos num pequeno exemplo, exatamente como uma árvore com seu tronco, ramos e raízes, se cortarmos as raízes, com certeza a árvore enfraquece. Assim acontece connosco quando cortamos com as nossas raízes, com as nossas origens, com o nosso pai. Por melhor ou pior relação que tenhamos com ele, é nosso pai, na árvore genealógica está antes de nós, e se o excluirmos do nosso coração, enfraquecemos porque excluímos algo em nós mesmos.

A proposta para este dia do pai é “acolhe-lo” internamente. Não digo isto no sentido literal, porque às vezes isso já não é possível. Falo num acolher de pensamento, de coração e de consciência: “Pai, podes não ter sido o pai que eu esperava, mas és meu pai e por isso eu honro-te e a ti agradeço a vida”.  Façamo-lo com gratidão, pois se não fosse por ele, não estaríamos aqui.

Seja porque tenhamos tido o melhor pai do mundo ou, pelo contrário, tenha ficado muito aquém disso, com certeza que fizeram o melhor que sabiam. E, claro, pelo menos fizeram algo maravilhoso, por isso é que estás aqui. Agora o que fazemos com a experiência que recebemos desse pai, isso já é uma escolha nossa.

Obrigada aos Pais!

Dedico ao meu pai José que me deu a vida e ao meu pai/avô José que me criou. Fizeram um excelente trabalho, agradeço-vos, porque agradeço a minha história e agradeço ser quem sou.

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