ENCONTRAR O EQUILÍBRIO NO DESEQUILÍBRO

ENCONTRAR O EQUILÍBRIO NO DESEQUILÍBRO

SONY DSCJá ouviram aquela história em que alguém está muito bem a viver a sua vida, sossegada, descansada, dia após dia… E de repente, do nada, começa a sentir aquela inquietação interior, a perguntar-se: “O que é que eu quero? E eu? Onde estou eu?” Essa pessoa pode ser alguém próximo de ti, mas pode muito bem seres tu mesma, em alguma fase da vida. Eu conheço bem esta história, também a vivi e tenho a certeza que a viverei mais vezes ao longo da vida.

Talvez até agora tenhamos feito tudo da forma como consideramos melhor, mais correto. Ter um determinado emprego, termos casado, ter filhos. Podemos ter-nos separado, termos viajado mais ou nem tanto, iniciar e terminar projetos… No momento em que o fizemos, fazia-nos sentido, mas talvez nos tivéssemos perdido de nós próprias, da nossa individualidade. Se calhar já não sabemos o que queremos, nem onde estamos e começamos a perceber aquela inquietação interior, a que eu chamo de “gps interno”. Aos poucos, vai dando sinais e, por vezes, grita. Questiona a mulher que somos, o que queremos para a vida, o que amamos de verdade e como queremos estar agora…

Começamos então a viver uma saga de transformação e de mudança… Esta nova etapa acontece quando perante o mesmo estímulo decidimos agir de forma diferente e, desta vez, procuramos que o foco sejamos realmente nós mesmas, pois talvez a vida que tenhamos vivido até então não tenha sido exatamente a nossa, mas aquela que seria  socialmente aceitável, a que a nossa família queria para nós, mas não a nossa vida… E essa, onde ficou?

Então, mudamos de forma leve, com pequenas alterações diárias, ou então entregando tudo nas mãos do divino e aqui vai disto: “o salto de fé”. Mandando “tudo pelos ares”, guiadas pelo apelo da alma procurando um equilíbrio de vida diferente e iniciando uma nova jornada de auto conhecimento, de saber quem sou, saber o que realmente desejo e amo, encontrar tantas vezes a tal individualidade perdida. Quando isto acontece, quando finalmente nos encontramos connosco próprias, com quem somos de verdade, o que mais desejamos é não voltar a perder essa mesma individualidade por nada nem para nada, pois não há força maior nem amor maior do que aquele quando te voltas a conectar contigo mesma. Aí pode depois surgir o maior desafio, o de eventualmente voltarmos a viver em equilíbrio entre o eu e o nós, acompanhadas daquele receio de nos voltarmos a perder de nós mesmas, mas “às vezes perder o equilíbrio no amor, faz parte de viver a vida em equilíbrio” – frase do livro “Comer, Orar e Amar”.

Por isso, se te desequilibrares por algo ou por alguém, não te preocupes, é só voltares a equilibrar-te. O bom da vida é isso mesmo, experimentar e ver se dá certo. Se não der, paciência, mudamos de táctica, certamente aprendemos alguma coisa! A isto chamamos oportunidades e a vida oferece infinitas a cada momento, cabe-nos a nós escolher aproveitá-las.

Desejo-te uma maravilhosa semana de oportunidades.

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