VIVE-TE POR INTEIRO

VIVE-TE POR INTEIRO

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Tantas religiões, tantos princípios e filosofias de vida em torno dessa “espiritualidade” que quando falada parece algo que está fora de nós, algo pelo qual muito se tivesse que fazer para se conseguir alcançá-la e, mesmo assim, é possível que passe toda uma vida e ela continua lá, em frente, distante.

Avaliamos cada uma das nossas ações como sendo “mais espiritual” ou “nada espiritual” e julgamos os outros (sim, julgamos) se não fizerem as coisas tão “espiritualmente como nós”. Que armadilha interessante esta… Quase todos nós, por herança familiar, fomos educados em determinada religião (fosse ela qual fosse), chegamos a determinada idade a questionar certos princípios da mesma e com alguns deles começamos a discordar, porque já tínhamos vontade própria. Começamos a trilhar o nosso caminho espiritual, sem nos apercebermos que muitas vezes caímos nas armadilhas das crenças anteriores.

Agora descubram as diferenças “Ai, não meditei todos os dias, não fiz o auto-reiki / ai que não rezei, não fui à missa”. Culpa. “Aquela pessoa é uma inconsciente / aquela é uma pecadora”. Julgamento.  Outra das coisas que adoramos fazer é guardar as emoções, porque não é nada espiritual chorar e estar triste, sentir raiva… Só se é espiritual quando se coloca um incenso, uma musiquinha calma e se fala namastê.

Não venho aqui pregar nada, afinal, quem sou eu? Esta é apenas a minha visão. Espirituais todos somos! Todos temos a nossa alma e os apelos dela e quando somos fieis a nós próprios, quando vivemos de acordo com o que nos faz sentido, isso é viver a espiritualidade.

Nem todos nascemos para ser terapeutas e para vivermos numa mesquita ou templo. Nascemos para viver a vida de acordo com que somos, com o nosso maior dom. Adoro esta citação de Carl Jung “todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Isto é o que é perdermo-nos de nós próprios e da nossa espiritualidade. Quando nos esquecemos de quem somos e começamos a viver de acordo com regras que nos dizem o que fazer e como viver a nossa espiritualidade, aí sim, tornamo-nos cópias.

Queres ser mais espiritual? Então, vive-te com responsabilidade por ti mesmo (nem que isso implique abdicar de coisas ou pessoas). Vive aquilo que te faz arrepiar. Sabes aquela sensação que te enche de tal maneira por dentro que parece que nem cabes em ti? Aquele arrepiar que acontece quando ouves a tua música preferida, quando estás perto de alguém que amas, quando vês uma imagem ou sentes aquele cheiro, aquele calorzinho que sentes cá dentro quando falas de um assunto que adoras, ou quando estás num local que te faz bem? Quando celebras um momento importante para ti, quando estás com a tua família, num chá de amigas, quando fazes amor…  E mesmo quando choras seja porque estás feliz ou porque estás muito triste, ou te zangas e sentes aquela raiva a explodir dentro de ti… Isso é a vida a acontecer dentro de ti, e se assim não fosse, para que teríamos nós nascido tão completos?

Vive de acordo com quem és, vive o teu propósito, vive o que a tua alma te pede, sê fiel a ti, celebra e celebra-te, sê responsável contigo, com quem e com aquilo que te faz bem e, assim, viverás a tua espiritualidade, porque te vives a ti próprio e, afinal, a tua espiritualidade está  onde tu estás!

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