NOVOS COMEÇOS

NOVOS COMEÇOS

DSC03341.JPGEstamos numa altura em que a vida nos convida a transformar, temos vindo há já algum tempo a tomar consciência do que está a mais na nossa vida ou em nós mesmas, mas, como as despedidas e arrumações custam sempre, procuramos muitas vezes fazer de conta que não é nada connosco, por mais fortes que tenham sido os sinais da vida, preferimos insistir no que conhecemos, pois talvez tenhamos medo de ser destruídos se não ficarmos como sempre.

Temos uma tendência natural de querer que as coisas fiquem iguais e aceitamos viver no sofrimento. Quantas de nós não têm já as as mãos tão magoadas, feridas por medo de soltar algo que tantas vezes insiste em ir, porque consideramos que essa ferida, não será tão forte, quanto aquela que um derradeiro final e uma derradeira mudança implica? Então, “aceitamos viver infelizes, mas felizes por manter tudo como queremos próximo” – expressão inspirada no filme Comer, Orar e Amar.

Curioso é, ao mesmo tempo, querermos permitir que mais coisas continuem a entrar na nossa vida e, assim, criamos o hábito de “amealhar”, sem nos apercebermos o quanto isso nos desequilibra, nos ocupa tantas vezes espaço interno e externo e só nos traz confusão.

Libertar é um ato de coragem, um ato de amor, um ganhar espaço para que o que é novo entre. Isso não nos destrói, mostra-nos antes a infinidade da vida, apresentando-nos partes de nós que desconhecíamos. Por mais que desejemos manter-nos como sempre, isso será impossível. Primeiro porque nada controlamos e, de repente, num estalar de dedos, algo inesperado acontece e a nossa vida dá uma volta de 180º, numa completa viagem para o desconhecido e para o começar de algo novo, uma etapa nova; depois e por mais que tentemos ficar da mesma maneira, isso também já não será possível, porque o tempo passou por nós, as experiências também, e agora já não somos os mesmas que éramos há uns anos atrás e não faz sentido viver o igual.

O final e um início andam irremediavelmente de mãos dadas, como se de um processo “estafeta” se tratasse e através de pequenas coisas, tal como um dia que termina e outro novo que começa, o propósito é confiar! Em que? Em nós. Nos nossos sonhos que queremos ver realizados e que pela ilusória zona estável já os havíamos guardado na gaveta, a acreditar que estes é que eram as ilusões. Mas não, sonhos são inspirações, são os arrepios da alma na medida em que os concretizamos e nos concretizamos, e como dizia Walt Disney: “se podes sonhar, então podes realizar”. De que serviria viver uma vida constante até aos 100 anos, quando os momentos inconstantes são aqueles que nos surpreendem mais? As feridas, recordações e despedidas antigas, estarão na tua lembrança como parte do caminho, daquilo que eras e que te fortalece hoje.

Confia que tudo vai dar certo, confia nos teus sonhos, não te importes como se vão realizar, a vida mover-te-á nesse sentido e, mais do que tudo, desfruta e deslumbra-te com o caminho.

Despede-te agora do que já não és, do que e de quem não faz mais parte de ti e avança, pois enquanto umas portas se estão a fechar, outras novas estão a abrir-se, isto porque também já não és a mesma. És uma nova pessoa, com novos sonhos, novas oportunidades. Por isso, continua, entra por essa porta, não deixes que nenhuma corrente de ar a feche e tu fiques perdida. Vai em frente, através do que sonhas e daquilo que te move, vai determinada e segura (e se tiveres medo, vai na mesma) confia no processo e cumpre-te e “que a força esteja contigo” – Star Wars.

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