RESISTIR AOS SONHOS

RESISTIR AOS SONHOS

DSC04243.jpgPorque será que resistimos, adiamos e negamos situações, coisas ou aspetos que seriam positivos para nós, para a nossa vida? É impressionante a criatividade que temos e a energia que despendemos a inventar desculpas que justifiquem a não-realização de algo que à partida seria positivo para nós. “Não tenho tempo”, “não tenho idade”, “agora não é o momento”, “não posso”, “não é para mim”, “a minha amiga beneficiaria mais do que eu”, “tenho de fazer isto ou aquilo primeiro”… Estes são só alguns breves exemplos, pois há imensos. Cada pessoa tem os seus e há certas desculpas que utilizamos repetidamente, como um disco riscado.

Um belo dia acordamos e percebemos que a pessoa que vemos no espelho tem uns traços naturais e característicos do avançar da idade, mas com poucas histórias e experiências para contar. Porque talvez tenhamos ficado no mesmo lugar em que estávamos antes, por qualquer que tenha sido o argumento para não fazermos aquilo que poderia ter sido positivo para nós, digamos que resultou na perfeição e… Nada aconteceu! Foi um dia igual a outro, uma semana parecida à anterior, um e outro mês de costumes e um 2016 semelhante a 2006 e até já começamos a prever o 2026. Na mesma!

Era mesmo esse o desejo? Era esse o objetivo? Se era ou é, ótimo, perfeito. Não há nada de errado com isso, pelo contrário, parabéns, objetivo atingido! Se estamos felizes, excelente. Mas, e quando não é assim?

Tenho a certeza que lá no fundo cada um de nós sabe exatamente o que deseja para a sua vida. O coração sabe sempre. Se achamos que não sabe, é porque estamos a racionalizar… E em que estamos nós agora a pensar? “Que agora é diferente, que temos outras coisas, outras prioridades” e começam outra vez as desculpas, os argumentos criados com todo o empenho. Desculpas que verbalizamos aos outros, mas que no fundo somos nós que as queremos ouvir para nos convencermos delas, pois criamo-las para nós mesmas.

Para quê tantas desculpas, se tudo o que desejamos é ser felizes? Quem é que estaríamos a trair se nos propuséssemos a realizar esses desejos? Por quem tememos ser julgadas? Será que sentimos que não merecemos? Será que estamos num contexto familiar que reprovaria as nossas escolhas? E a pergunta mais importante: Será que não vale a pena?

Por vezes resistimos porque nos habituamos a uma área tóxica de (des)conforto e por ali ficamos. Tememos perder o pouco que temos, mas que é ilusoriamente seguro, do que nos lançarmos para o desconhecido. Pelo menos, aquilo que se tem é desconfortável, mas conhecido. Já algo novo, nunca se sabe (e nem colocamos a possibilidade de “e se der certo?”).

Também resistimos porque estamos literalmente enquadrados em determinados padrões familiares, idealizados para nós, para a nossa vida. Ideais herdados de geração em geração. Se procurarmos fazer algo fora dessas normas, podemos ser vistos pela família como ingratos, traidores ou irresponsáveis. E ainda por cima, tememos que fiquem a torcer que tudo dê errado para depois nos dizerem: “Eu sabia, eu bem te disse”. E assim vamos ficando dia após dia, ano após ano, procurando esquecer aquilo que tanto gostaríamos de ter realizado! A coisa chata? É que os apelos da alma não se esquecem!

Proponho-te que oiças o que realmente queres: Quais são verdadeiramente os teus sonhos? Os teus desejos? Escreve-os. O quê ou quem estarias a trair se os realizasses? Como te sentirás quando os concretizares? Quanto tempo vais necessitar para realizares o teu primeiro sonho? Que recursos já tens para o fazeres? Sentes que mereces e que consegues?

Não acredito que a área de (des)conforto seja mais forte do que a vontade de alcançar um sonho. Aliás, quando estamos num lugar desconfortável, a viver o que não desejamos, a energia que despendemos para o fazer, é bem maior do que aquela que necessitaríamos para viver da forma que sonhamos. A tua criatividade para saberes como o vais fazer será bem mais rentabilizada do que nas desculpas usadas para não o fazer.

Procura ter a consciência de seres fiel a ti própria, à tua vontade e relaxa. Avança sem desculpas e se tiveres medo, vai com medo, mas vai! Vai ser feliz!

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